Pesquisadora da ESALQ cria insetos para alimentação humana

Grilos e larvas: um convite a alimentação exótica.


Via: Jornal de Piracicaba

Sabores e aromas são fundamentais na hora da degustação de um alimento. Mas já pensou qual seria o sabor ou o aroma de
grilos desidratados ou de larvas do besouro Tenébrio? Algumas pessoas consideram como algo repulsivo, outras apenas como exótico. Mas o sabor de grilos desidratados cobertos com chocolates ao leite e o das larvas do besouro são, sim, agradáveis. Em
entrevista à TVJP, a bióloga e pesquisadora Patrícia Milano destaca a importância da criação de insetos – mais de 50.000 grilos em Piracicaba – para a alimentação humana.

O grilo desidratado tornase crocante e o sabor do chocolate prevalece, enquanto as larvas fritas, cujo aroma lembra o cheiro de bacon, são opções saborosas para um aperitivo. Nesta semana, a matéria completa e exclusiva será veiculada na TVJP, sob
apresentação do jornalista Paulo Eduardo.

Formada em Biologia há 23 anos pela Uniararas, com pós-graduação em ntomologia pela Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo), Patrícia tem bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) que mantém a instalação de uma biofábrica de insetos, com dieta especial para os grilos, enriquecida com legumes, sementes e hortaliças.

De acordo com a pesquisadora, a alimentação especial fornecida aos insetos eleva, por exemplo, os teores de zinco e selênio. “Para o consumo humano, se formos comparar, a cada 100 gramas de carne bovina, temos 15% de ferro, enquanto a cada 100 gramas de grilos, temos 96% de ferro”, compara.
Outra vantagem comparativa em relação à carne bovina e aos grilos desidratados, destaca Patrícia, é a quantidade de mg (miligramas) de cálcio. “A cada 100 gramas de carne, temos 14 mg de cálcio, enquanto a cada 100 gramas de grilos temos 88 mg. O grilo desidratado ou em pó é bom para quem tem anemia, por ter quantidade muito superior a da carne em cálcio e ferro”, enfatiza.

POPULARIZAÇÃO
Patrícia Milano des taca que a alimentação humana de insetos ainda não é tão
popular no Brasil. “Com mais pesquisas é possível popularizar de modo mais rápido. Ainda não há legislação que autorize produção industrial para consumo humano”, diz a pesquisadora, que mantém biofábrica na Esalq. Informações podem ser
obtidas por e-mail (patmilano@gmail.com) ou pelo celular: (19) 9.97761243.

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