Sintecsys detecta focos de incêndios florestais em uma média de 5 minutos depois de seu início


Via: DCI

Por meio de triangulação de imagens, a startup identifica a coordenada dos sinais de fogo em um raio de até 15 km.

Para evitar prejuízos nas produções e manejos agrícolas e florestais, a Sintecsys detecta focos de incêndios em plantações ou áreas de florestamento em uma média de 5 minutos depois de seu início. Para isso, a startup de Jundiaí, interior de São Paulo, instala torres que captam os sinais de fumaça nos locais monitorados. A partir daí, por meio de triangulação de imagens, identifica a coordenada dos sinais de fogo em um raio de até 15 km, o que equivale a cerca de 20 mil hectares.

A companhia, fundada em novembro de 2016, conseguiu R$ 5 milhões em contratos assinados em seu primeiro ano de operação, em São Paulo, Minas Gerais e Amapá. Tem oito clientes atualmente, entre eles as empresas sucroalcooleiras Raízen e Biosev, e as fabricantes de papel e celulose International Paper e Amcel Celulose.

Para a professora de engenharia florestal Ana Paula Rovedder, do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul, com esta abrangência de área e tempo de detecção, a empresa pode agregar eficiência nas técnicas de combate a incêndios florestais. Desta maneira, avalia a acadêmica, tem potencial para despertar o interesse de grandes empresas em localidades que ainda não está em atividade.

Ana Paula explica que mesmo em regiões com menor probabilidade de queimadas, as florestas continuam com risco. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, não há estações de seca. Mas os poucos períodos de estiagem que ocorrem entre dezembro e janeiro, podem ser propícios para a ocorrência de fogo”, explica.

CEO da empresa, Rogerio Cavalcante denomina a startup como “uma proteção do meio ambiente”. Ele justifica que o negócio não se limita a área agrícola e de papel e celulose. A iniciativa também tem capacidade de atuar na proteção de patrimônio público ou privado.

Desde a sua fundação, a companhia teve cerca de R$ 3 milhões em investimentos dos próprios sócios. Além disso, é uma empresa associada da EsalqTec, incubadora tecnológica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Em 2017, a startup participou do programa de aceleração Scale Up Agrotech, da Endeavor, organização que apoia empreendedores em mais de 30 países. Este ano, a companhia ficou na 56ª posição geral do ranking 100 Open Startups Brasil, lista de empresas nascentes mais atraentes na visão do mercado.

A startup cobra uma mensalidade de cerca de R$ 8 mil por torre instalada e os contratos têm em torno de 36 meses de duração. Cada cliente tem o direito a uma sala de monitoração que recebe os dados captados.

O software criado pela startup funciona por meio de energia solar que o próprio aparelho capta e não precisa de internet para o envio dos dados para a sala de monitoramento.

Hoje, a empresa tem cerca dois milhões de hectares monitorados nos três Estados. Para 2019, a companhia espera atingir R$ 9 milhões em contratos assinados e, nos próximos anos, começar o processo de internacionalização para países da América Latina.

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